Nossa Raça
A história do Mangalarga

A história do Mangalarga começa por volta de 1808, com a chegada ao Brasil, especificamente no Rio de Janeiro de D. João VI e a corte portuguesa, trazendo alguns exemplares de cavalos da raça Álter. Em Minas Gerais, centro criador do mais alto nível desde o século XVIII, esses animais foram muito bem aproveitados, por fazendeiros da região do Rio das Mortes, Sul de Minas. Conta a tradição que o prestigiado fazendeiro Gabriel Francisco Junqueira – Barão de Alfenas, recebeu do Imperador um Garanhão da raça Álter, da Coudelaria de Álter do Chão em Portugal. O cruzamento desse cavalo com éguas selecionadas em sua fazenda, “Campo Alegre”, deu início à raça MANGALARGA MARCHADOR. Esses cruzamentos foram decisivos no aperfeiçoamento dos eqüinos nacionais, particularmente na conformação da raça Mangalarga Marchador, originária desses experimentos de seleção

Características
O Mangalarga Marchador é uma raça tipicamente brasileira, originária do cruzamento da raça Álter com éguas do Sul de Minas. De porte médio, estrutura forte e bem proporcionada, de andamento marchado, simétrico, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por momentos de tríplice apoio, confere-lhe uma maior comodidade, resistência, confiabilidade, imponência e sendo muito usado tanto para trabalho como lazer.
O Mangalarga Marchador é a única raça genuinamente brasileira. Cavalo que vem encantando o mundo por sua docilidade, andamento e beleza.
Altura
Machos: a ideal é de 1,52m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,47m e a máxima de 1,57m.Fêmeas: a ideal é de 1,46m, admitindo-se para o registro definitivo a mínima de 1,40m e a máxima de 1,54m.
Cabeça
Forma: triangular, bem delineada, média e harmoniosa, fronte larga e plana; Perfil: retilíneo na fronte e de retilíneo a subcôncavo no chanfro;
Olhos: Afastados e expressivos, grandes, salientes, escuros e vivos, pálpebras finas e flexíveis;
Orelhas: médias, móveis, paralelas, bem implantadas, dirigidas para cima, de preferência com as pontas ligeiramente voltadas para dentro;
Garganta: larga e bem definida;
Boca: de abertura média, lábios finos, móveis e firmes;
Narinas: grandes, bem abertas e flexíveis;
Ganachas: gafastadas e descarnadas.
Pecoço
De forma piramidal, leve em sua aparência geral, proporcional, oblíquo, de musculatura forte, apresentando equilíbrio e flexibilidade, com inserções harmoniosas, sendo a do tronco no terço superior do peito, admitindo-se, nos machos, ligeira convexidade na borda dorsal – como expressão de caráter sexual secundário – crinas ralas, finas e sedosas.Tronco
Cernelha: bem definida, longa, proporcionando boa direção à borda dorsal do pescoço;
Peito: profundo, largo, musculoso e não saliente;
Costelas: longas, arqueadas, possibilitando boa amplitude torácica;
Dorso: de comprimento médio, reto, musculado, proporcional, harmoniosamente ligado à cernelha e ao lombo;
Lombo: curto, reto, proporcional, harmoniosamente ligado ao dorso e à garupa, coberto por forte massa muscular;
Ancas: simétricas, proporcionais e bem musculadas;
Garupa: longa, proporcional, musculosa, levemente inclinada, com a tuberosidade sacral pouco saliente, e de altura não superior à da cernelha;
Cauda: de inserção média, bem implantada, sabugo curto, firme, dirigido para baixo, de preferência com a ponta ligeiramente voltada para cima quando o animal se movimenta. Cerdas finas, ralas e sedosas.
Membros Anteriores
Espáduas: longas, largas, oblíquas, musculadas, bem implantadas, apresentando amplitude de movimentos;
Braços: longos, musculosos, bem articulados e oblíquos;
Antebraços: longos, musculosos, bem articulados, retos e verticais;
Joelhos: largos, bem articulados e na mesma vertical do antebraço;
Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;
Boletos: definidos e bem articulados;
Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;
Cascos: médios, sólidos, escuros ou claros e arredondados; Aprumos: corretos.
Membros Superiores
Coxas: musculosas e bem inseridas; Pernas: fortes, longas, bem articuladas e aprumadas;
Jarretes: descarnados, firmes, bem articulados e aprumados;
Canelas: retas, curtas, descarnadas, verticais, com tendões fortes e bem delineados;
Boletos: definidos e bem articulados;
Quartelas: de comprimento médio, fortes, oblíquas e bem articuladas;
Cascos: médios, escuros e arredondados;
Aprumos: corretos.
Andamento
Marcha: andamento marchado, simétrico, a quatro tempos, com apoio alternado dos bípedes laterais e diagonais, sempre intercalados por momentos de tríplice apoio.
Características ideais: regular, elástico, com ocorrência de sobrepegada ou ultrapegada, equilibrado, com avanço sempre em diagonal e tempos de apoio dos bípedes diagonais maiores que laterais, movimento discreto de anteriores, descrevendo semicírculo visto de perfil, boa flexibilidade de articulações.
